
Independência do Brasil - A vila de Campo Maior, como uma das mais importantes da
capitânia do Ceará Grande, participou direta ou indiretamente de quase todos os movimentos
político-sociais do brasil, só não participou do Movimento revolucionário de 1817, encabeçado
por Pernambuco, pois não recebeu, no tempo devido, as informações precisas. Em 3 de junho de
1822 é baixado o decreto de convocação de uma assembléia Geral Constituinte, Quixeramobim dá
seu apoio a esta causa cívica e patriótica. A participação dos Quixeramobinenses foi entusiástica
, seja com a divulgação das idéias de liberdade, por meio de recrutamento para as forças locais
e provinciais, ou com víveres para o suprimento dessas forças. Temia-se a reação de Portugal
contra as medidas tomadas pelo príncipe Regente D. Pedro I, tendo em vista que estas nos
levariam, indubitavelmente, ao desmembramento de Portugal, o que aconteceu no dia 7 de setembro
de 1822.
Abdicação de D. Pedro I - Com a declaração: " Estou pronto a fazer tudo
para o povo, porém, nada pelo povo", D. Pedro I, em 7 de abril de 1831, abdicou o trono em favor
de seu filho D. Pedro II. A população ainda guardava com grande constrangimento e imensurável
repúdio os atos de repressão ao movimento de 1824. Não só pela maneira brutal como foi reprimida
a idéia republicana, mas também por ter sido arrolado entre os proscritos aquele que fora líder
maior do movimento na vila, Pe. Mororó. Os ideais, contidos pela força opressora do primeiro
imperador, afloram impetuosamente e a urbe sertaneja se enche de alegria e se engalana para
festejar tão augusto acontecimento.
Proclamação da República - Quixeramobim, que sempre esteve envolvida nos acontecimentos
políticos do País, não poderia deixar de regozijar-se com a proclamação da República. Em 1889
Quixeramobim se arregimenta para festejar a queda, não de D. Pedro II, mas do próprio regime
imperial e a implantação da República, tão sonhada em 1824.
Segunda Guerra Mundial - Na cidade, verificaram-se diversas manifestações quer para
pressionar o governo brasileiro a declarar guerra aos países do eixo, quer durante o conflito,
ainda, no final do litígio. A primeira dessas manifestações ocorreu quando do afundamento de
navios mercantes brasileiros por submarinos germânicos, o que levou o presidente Getúlio Vargas
a declarar guerra aos nazistas. As manifestações até aqui organizadas não representam nada
diante da realizada no dia 08 de maio de 1945, "DIA DA VITÓRIA" . Mais uma passeata foi promovida
. Como as demais , ela partiu da igreja matriz, percorreu as ruas da cidade sob o repicar dos
sinos das igrejas e da Casa da Câmara. Ao badalar dos sinos juntaram-se o barulho das buzinas
dos carros e do apito das locomotivas da RVC. Antes de sair, foi hasteada solenemente, com o
espírito jubiloso, no topo do frontispício da matriz, a bandeira brasileira, sob o som do hino
nacional, que a multidão, em voz uníssona, entoou.
O Coronel João Paulino de Barros Leal, ex-promotor público de Quixeramobim, quando de sua
passagem pela Assembléia Legislativa do estado, na qualidade de deputado representante desta
cidade, apresentou um projeto que transferiria a capital do estado de Fortaleza para quixeramobim
, sua terra natal. Quixeramobim poderia oferecer melhores condições ao administrador para
proporcionar o progresso do Estado, dado ser mais ou menos eqüidistante das demais cidades,
sobretudo em um período em que os meios de comunicação eram precários. Ressalte-se que a
ligação com o porto de fortaleza seria feita através da Estrada de Ferro de baturité, cujo
prolongamento se encontrava em andamento, e que em breve alcançaria o município.